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  Dicas Importantes - Saúde  
     
  Conteúdo gentilmente cedido pela Revista Pais & Filhos.  
    Dá-lhe vacina
  Cada vez mais acessíveis, poderosas e avançadas, as vacinas provocam menos efeitos colaterais e, melhor de tudo, provam que sarampo, rubéola, catapora e cia. não são mesmo coisas de criança.  
    por: Simone Ota, mãe de Vicente e Cecília
     
 

Responda rápido: nos últimos anos, quantas crianças que você conhece contraíram sarampo? Ou tiveram alguma reação grave por causa de uma vacina?Independentemente de quantos casos você lembrou, com certeza eles não chegaram nem perto do que ocorria há 10, 15 anos, certo? A explicação está no avanço das vacinas, que foram combinadas, conjugadas ou até modificadas para oferecer a mesma proteção com o mínimo de risco ou trauma. "A vacina contra a coqueluche é um bom exemplo. A que está nos postos de saúde é mais antiga e feita com a bactéria inteira, enquanto a versão moderna, conhecida como acelular, utiliza apenas fragmentos dessa mesma bactéria. Com isso, os efeitos colaterais, como febre, dor local e irritabilidade, se tornaram menos freqüentes e mais leves", diz o infectologista pediátrico Edimilson Migowski, professor de Infectologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além da acelular, outro tipo de vacina que veio para ficar é a combinada. Afinal, com uma única picada a criança fica protegida, por exemplo, contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e a bactéria Haemophilus influenzae tipo B, que pode causar pneumonia, meningite e inflamação nas articulações, dentre outras doenças infecciosas – encontrada apenas em clínicas particulares. “Só estamos aguardando a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para colocarmos no mercado, ainda este ano, a vacina dupla contra a tuberculose e a hepatite B, que os recém-nascidos recebem antes de sair da maternidade”, informa o bioquímico Isaías Raw, presidente da Fundação Butantan, em São Paulo. Ou seja: em vez de duas picadas, eles vão receber apenas uma. Em entrevista ao Jornal da Unicamp, a pediatra imunologista Maria Marluce dos Santos Vilela, mãe de Janaina e Juliana, que coordenou os testes dessa nova vacina, apontou outra vantagem: “Ela é segura e eficaz como primeira das três doses do esquema de imunização contra hepatite B”.
No posto ou nas clínicas?

Outro tipo de vacina que contribuiu para o fortalecimento do sistema imunológico das crianças é a conjugada, que, em vez de reunir todos os sorotipos causadores da doença – o que seria inviável para boa parte delas –, apresenta apenas os mais incidentes.

“É o caso da pneumococo, que estimula uma resposta do sistema imunológico em bebês a partir de polissacarídeos de sete sorotipos de pneumococos”, diz a infectologista pediátrica Luiza Helena Falleiros Carvalho, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, SP.

Mas nem todas as vacinas de última geração chegaram aos postos de saúde. Elas são encontradas apenas em clínicas particulares e hospitais e custam caro. Só para se ter idéia, uma dose da vacina de pneumococo conjugada não sai por menos de R$ 230. Já a DPT, que protege contra difteria, tétano, coqueluche e meningite e é fornecida gratuitamente nos postos de saúde, nas clínicas custa, em média, R$ 90, pois é do tipo acelular, ou seja, produz menos efeitos colaterais. Por isso, é legal ter uma boa conversa com o pediatra, pesar todas as informações e seu orçamento pra depois decidir o que é mais conveniente no caso de seu filho. De repente, uma boa idéia é optar por algumas vacinas do posto de saúde, aplicadas gratuitamente, e investir em uma ou outra de última geração oferecida na clínica.

Mas sempre com orientação do médico de seu filho, para não correr o risco de dar vacina em duplicidade. Quem não tem condição de pagar pode procurar um dos 23 Centros de Referência de Imunobiológico Especial (CRIEs). Eles são financiados pelo governo e disponibilizam as vacinas que não constam do calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para crianças que estejam em situação especial ou sejam imunodeficientes. Informações sobre os CRIEs podem ser obtidas pelo telefone (11) 5084-5005.

Bebês prematuros
Isso tudo vale pra bebês que nascem em tempo normal. Mas e os prematuros? Será que eles também podem ser vacinados logo depois do nascimento? E dá pra seguir o mesmo tipo de recomendação? Os mesmos prazos do calendário de imunizações? A dose é igual? Nesses casos, além de ficar na maior preocupação de que o bebê pegue uma doença grave, os pais ainda têm de lidar com esse monte de dúvidas. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o esquema de vacinação de bebês prematuros é muito parecido com o dos outros, requer apenas alguns cuidados especiais.
Em primeiro lugar, não importa se ele nasceu de seis, sete ou oito meses. Vale a regra básica para vacinação de qualquer recém-nascido. Ou seja, o que conta é a idade cronológica da criança e o seu peso. “Quem vai decidir se a criança pode ou não tomar as vacinas será o pediatra responsável, levando em conta fatores como esses”, afirma a doutora Luiza Helena. Então, se seu filho nasceu de sete meses não precisa esperar dois para começar a dar as primeiras vacinas.

Mas é importante observar algumas particularidades. Um bom exemplo é o da vacina contra hepatite B. As crianças que nascem com nove meses devem tomar três doses: ao nascer, com 1 mês e com 6 meses. Além dessas, os prematuros precisam de uma dose extra, que é dada quando eles completam 2 meses. “Esse reforço é necessário porque a resposta da primeira pode ser um pouco menor que o esperado”, nos explica a doutora Luiza Helena. Já para tomar a BCG é preciso que o bebê tenha pelo menos 2 quilos ou 2 meses. “Isso porque ainda não existem estudos que nos dê segurança absoluta de que ela pode ser dada a crianças sem esses requisitos mínimos”, observa doutor Edimilson.
Outra dúvida bastante freqüente na cabeça dos pais de prematuros é se eles podem tomar vacinas combinadas como a que protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções graves provocadas pelo Haemophilus influenzae tipo B, que causa doenças graves como hepatite B e poliomielite.
Temem que sejam muito fortes para um serzinho tão frágil e que sobrecarreguem seu sistema imunológico. Segundo o doutor Edimilson, não há problema. “Estudos clínicos comprovam que esta vacina é segura e eficaz em bebês prematuros”, explica. E o legal é que, ao combinar várias proteções numa mesma injeção, o bebezinho não precisa levar tantas picadas. O que é muito bacana, porque, vamos combinar, dá uma pena danada ver como eles berram depois que a enfermeira espeta o bumbum ou a perninha.

E a gripe
Já a vacina contra gripe, segundo recomendação da Academia Americana de Pediatria, deve ser aplicada a partir dos 6 meses de vida, independentemente de os bebês serem prematuros ou não. Ela é uma proteção importante porque os riscos de a gripe complicar e virar algo mais grave é maior em crianças com menos de 2 anos de idade. Mas os especialistas esclarecem que não adianta nada imunizar somente o bebê. Todos que vivem na casa devem fazer a mesma coisa. Porque se eles ficarem gripados, soltam o vírus no ambiente e, mesmo vacinada, a criança corre risco de contágio.
Muitos bebês prematuros, especialmente os que nascem com algum problema no pulmão, costumam tomar um medicamento que os pais confundem com vacina, mas não é. Esse remédio é, na verdade, um tipo de anticorpo que protege contra o VSR (ou Vírus Sincicial Respiratório), causador da maior parte das doenças respiratórias. Em adultos, esse vírus normalmente provoca resfriados simples. Mas nas crianças com um sistema imunológico ainda imaturo pode desencadear problemas respiratórios graves. Se a carteira de vacinação do seu filho estiver em dia, você não precisa se preocupar mais com isso até a adolescência. De acordo com o calendário 2005/2006 para adultos e adolescentes da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), estão previstas as vacinas da gripe, uma vez por ano, e de febre amarela, a cada dez anos, para pessoas que moram ou vão viajar para regiões endêmicas. A partir dos 15 anos, o Programa Nacional de Imunizações prevê o reforço da DT (difteria e tétano) a cada dez anos. “Agora, se o adolescente não recebeu o reforço de SRC (sarampo, rubéola e caxumba) na idade entre 4 e 6 anos, deverá ser vacinado o quanto antes. O mesmo vale para as hepatites”, alerta a pediatra Mônica Levi. A dica também é válida para quem está na dúvida se tomou ou não essas vacinas na infância.

Por dentro do sistema imunológico
O bebê precisa de muitas vacinas no primeiro ano de vida porque seu sistema imunológico ainda é imaturo. O arcabouço está lá, mas é necessário entrar em contato com as agressões externas para produzir os anticorpos que combaterão os microorganismos nocivos à saúde. As vacinas são a maneira segura de promover esse contato. “Alguns componentes da imunidade começam a funcionar ainda na barriga da mãe, enquanto outros vão amadurecendo de acordo com o crescimento da criança. Isso explica porque a incidência de doenças graves, como meningite e pneumonia, é maior entre os recém-nascidos ”, informa a pediatra Mônica Levi, da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas Parasitárias e Imunizações (Cedipi), em São Paulo. Não há como determinar quando o sistema imunológico da criança vai estar maduro. “Alguns anticorpos são produzidos em quantidades semelhantes às de um adulto por volta dos 2 anos de idade, outros levam mais de seis anos para atingir os mesmos níveis.” Fatores genéticos e nutricionais também interferem. O leite materno, por exemplo, é fundamental para suprir as deficiências de anticorpos do nenê nos primeiros meses.

CONSULTORIA
Edimilson Migowski, pai de João Cláudio, infectologista pediátrico e professor de Infectologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Tel. (21) 2413-9081

Isaías Raw, pai de Silvia e André, presidente da Fund. Butantan, em S. Paulo.
Tel. (11) 3721-5332

Luiza Helena Falleiros Carvalho, mãe de Beatriz e Leandro, infectologista pediatra do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Mônica Levi, mãe de Laura e Elisa, pediatra da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas Parasitárias e Imunizações (Cedipi).
Tel. (11) 3887-6111

 

 

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