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  Dicas Importantes - Comportamento  
     
  Conteúdo gentilmente cedido pela Revista Pais & Filhos.  
    Cumplicidade em dobro
  Mútiplos brigam muito, claro, mas são tão unidos que deixam a gente até emocionada.

 
    por: Majoy Antaby, mãe dos trigêmeos Henri, Maia e Laila
     
 

E lá estava eu no consultório da doutora Jacqueline Grinblat, mãe de Rony, de 9 anos, para uma avaliação fonoaudiológica do Henri, meu filho de 4 anos. Fico até emocionada em lembrar do momento em que, no fim da consulta, a doutora deu ao Henri um brinquedinho e ele perguntou se poderia levar três: “Um laranja para a Maia e um rosa para a Laila, porque elas gostam dessas cores”. A corujice foi tanta que meus olhos se encheram de lágrimas!

Quando um deles tem de faltar à escola porque está doente, por exemplo, os que foram já entram no carro perguntando: “Mãe, como está minha irmã (ou meu irmão)? Melhorou?”.

Mas é claro que nem tudo é perfeito aqui em casa – e tenho certeza de que na sua também não. Então, certamente você vai me dar razão quando digo que, se não fossem as brigas, todo o universo múltiplo seria muito mais fácil. Só não seria tão desafiador e maravilhoso, não é mesmo?

Aqui é discussão para ver quem senta no banco da frente, quem sai do banho primeiro, para dar as mãos quando estamos passeando no shopping, para sentar ao lado do pai no cinema e por aí vai (não preciso dizer mais motivos, pois você certamente vivencia todos eles).

Um dos maiores desafios que enfrento durante essas miniguerras verbais é saber se me intrometo ou não. Na maioria das vezes, não faço nada, acabo dando risada escondido e ficando bastante orgulhosa do modo como cada um argumenta e se defende. Agora, se vejo que a coisa está partindo para um ataque físico violento, aí sim, eu espero um pouco e entro no meio. Não sei se é o certo, mas que mãe, em sã consciência, quer ver seus filhos em um ringue?

Na maioria das vezes, os três não chegam a ponto de se baterem, mas já passei por alguns pontapés e arranhões, sim. E o que eu acho mais engraçado é que, quando dou bronca em quem começou as provocações, daquelas que dóem muito mais na gente, os outros sempre defendem o irmão. “Não briga com meu irmão, mãe”, choraminga a Maia. “Mãe, eu não quero que a Laila fique de castigo”, afirma o Henri.

E é ai que eu fico, mais uma vez, toda bobona. E tem sido assim sempre: eles brigam, se defendem, se unem e se adoram, demonstrando todo o amor que aprenderam a ter!

Agora mesmo, enquanto eu terminava a coluna, peguei a Laila no colo. Enquanto a enchia de beijos, chegou seu defensor, o Henri, e me disse, bem bravo: “Mãe, coloca a Laila no chão, senão ela vai ficar doente também!” Nem preciso dizer que obedeci rapidinho; afinal, estou supergripada!

Sem dúvida nenhuma, existe uma relação muito intensa entre nossos filhos, e somente quem tem múltiplos pode entender um pouquinho dela. Como diz a Susu, a babá dos meninos: “Podem brigar à vontade, pois nem o casamento irá separálos!”. E eu respondo: “Amém!”.

Majoy Antabi é fundadora do site www.multiplos.com.br

 

 

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